Durante as férias, é cíclico, assistimos ao cruel abandono nomeadamente de cães, que são tratados como coisas. Não são! Têm esperteza, sensibilidade afectiva, memória episódica
(comparável a crianças de tenra idade) e, sendo abandonados, ficam descompensados. Será ‘’a’’ mesma situação quando alguém perturbado gesticula e fala sozinho - sem norte.
Testemunho, na condição de ter cães há uma dezena de anos. Um deles, o meu amigo ‘’Varufáquis’’, acompanha-me aonde vá e esteja. Quando escrevo, e por vezes sob tensão, ele sente essa vibração, colocando a cabeça nos meus pés. O carinho e a proteção revelados é notável. Quanto mais conheço os cães, mais esperançoso fico na Humanidade. O novo estatuto jurídico dos animais reconhece-os como seres vivos com direito à proteção à face da Lei. Esta implementou-se tarde mas veio proporcionar dignidade e proteção jurídica a quem ainda não as tinha. Bem hajam os promotores.
Assim, cumpra-se com a Lei!Vítor Colaço Santos