Não escrevo esta carta de ânimo leve, mas com intuito de alertar para situações graves relacionadas com o consumo de droga que acontecem na nossa pequena cidade e que podem bater à porta de qualquer um.

Segunda-Feira, pelas 23h encontrava-me sozinha a caminhar em direção a casa e simultaneamente a conversar por chamada telefónica com uma amiga. Fui repentinamente abordada por um sujeito completamente desconhecido. Rapidamente me apercebi que se encontrava sob efeito de qualquer substância ou com graves problemas de foro psiquiátrico. Fui brutalmente agredida por esse indivíduo com socos e ameaçada de morte pelo mesmo. Gritei, tentando pedir ajuda, e um morador da zona que se apercebeu da situação veio em meu socorro. Após ter sido parado pelo morador da zona, o agressor fugiu, acabando por ser capturado pela polícia. Ironicamente, o agressor foi levado para o Centro de Saúde de Machico de modo a ser ‘’acalmado’’, tendo sido protegido pelas autoridades desde o início. Enquanto eu, a vítima, fui para a esquadra prestar declarações. Na própria noite e no dia seguinte, questionei acerca do nome do agressor e se era morador em Machico, com intuito de agir judicialmente, questões às quais não obtive qualquer resposta.

Após alguma investigação consegui apurar o nome do indivíduo e respetivo apelido. Um fisioterapeuta de profissão e alegadamente consumidor assíduo de uma droga chamada ‘’flakka’’. Irónico, um agressor fisioterapeuta? Ou um fisioterapeuta agressor?

É incrível como numa pequena cidade como Machico se passam situações extremamente graves relacionadas com consumo de drogas e que acabam por prejudicar pessoas inocentes. Mais grave é ainda o facto de estas situações passarem impunes às autoridades competentes, devido aos conhecimentos e amizades que se tem na PSP.

Cátia Catanho