O Presidente romeno, Klaus Iohannis, designou hoje o ministro cessante da Economia Mihai Tudose como novo primeiro-ministro, por proposta do Partido Social Democrata no poder e que afastou o anterior chefe de governo, proveniente das suas fileiras.
Mihai Tudose, um jurista de 50 anos, dispõe de dez dias para obter o voto de confiança do parlamento, onde a coligação formada por sociais-democratas e o seu pequeno aliado Alde dispõe de uma maioria sólida.
Tudose sucede a Sorin Grindeanu, demitido na semana passada pelo PSD, menos de seis meses após ser empossado, oficialmente por “atrasos” no programa económico do governo.
“A crise que atravessamos prejudica gravemente a Roménia, a sua economia e a sua imagem no exterior”, declarou na segunda-feira Iohannis, após ter consultado os partidos políticos.
“Devemos garantir rapidamente um novo governo (...) é por isso que decidi designar Mihai Tudose para o cargo de primeiro-ministro”, acrescentou o chefe de Estado liberal.
O nome do novo primeiro-ministro foi sugerido no final da manhã pelo chefe do PSD, Liviu Dragnea. “Ele conhece os mecanismos económicos e dispõe da capacidade para gerir” o executivo, assegurou.
O chefe do PSD renunciou candidatar-se ao cargo devido a uma condenação a dois anos de prisão com pena suspensa por fraude eleitoral. Por outro lado, está a ser julgado por “abuso de poder” num caso de empregos fictícios.
Investido após a vitória do PSD nas legislativas de dezembro, Grindeanu viu-se privado do apoio do seu partido, no que foi interpretado pelos analistas como um golpe de força de Dragnea para nomear na chefia do governo um quadro mais “submisso”.
Hoje os ‘media’ romenos ironizaram com a escolha de Tudose, ao recordarem que de acordo com uma auditoria do PSD, o seu ministério efetuou “zero reformas”.
“Tudose não pode ser responsabilizado, os seus projetos foram bloqueados por outros ministérios ou pelo primeiro-ministro”, assegurou no entanto Dragnea, ainda hoje.
