“A CDU/Madeira acusa o Governo Regional da Madeira de imprevidente quanto à cultura e ao património.

Exemplos concretos do desleixo do Governo Regional, pondo em causa o interesse público, são os casos da Quinta do Monte, da Fortaleza do Pico e o Museu ‘Vicentes’”, revela um comunicado hoje divulgado.

Atendendo aos casos descritos, a CDU requereu a realização de uma audição parlamentar na Assembleia Regional para interpelar o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura. Eduardo Jesus é assim chamado a explicar “estes e outros exemplos de prejuízo cultural”.

A mesma nota indica as falhas que encontra em cada um dos imóveis apontados.

“1) Fortaleza do Pico: O monumento nacional está fechado à cerca de dois anos. Depois de transferido para o poder regional, aquele monumento nacional passou a constituir um símbolo das incompetências e das inércias do actual Governo Regional da Madeira, incapaz de materializar orientações resolutivas quanto à valorização da Fortaleza do Pico e para a defesa do interesse público.

2) Quinta do Monte: também conhecida como Quinta Jardins do Imperador, aquele imóvel de grande relevância histórico-patrimonial, continua a ser um dos exemplos das falsas promessas do actual Governo Regional. Depois do negligente desvio do espólio e do património que integrava o recheio da Quinta, a progressiva degradação e destruição, que resultam do estado de abandono, demonstram como o Governo Regional é incapaz de cuidar e de rentabilizar aquele património e de defender o interesse público.

3) Museu “Vicentes”: o mais antigo estúdio de fotografia do País foi transformado em museu, o “Photografia – Museu Vicentes”. O edifício está encerrado e em estado vergonhoso. O Governo Regional prometeu construir um “novo museu”. A verdade é o sucessivo adiamento da prometida obra.”