Pedro Ramos deu o ‘corpo às balas’ - entenda-se críticas - dizendo que o Serviço Regional de Saúde “caminha a passos firmes e fundamentados para uma normalização da taxa de cobertura na área dos cuidados primários”. O secretário regional da tutela lembrou que nos últimos 12 meses o SESARAM contratou “20 médicos na área hospitalar” e “41 para o internato do âmbito comum” totalizando “61 colegas que futuramente irão fazer parte dos quadros”, expressou à margem de uma visita ao Centro de Saúde de São Roque do Faial, não esquecendo de recordar que a este número acresce mais “56 entradas” médicos para colmatar serviços nos cuidados primários.

Palavras que serviram para reagir à notícia que o DIÁRIO avançou na sua edição impressa de hoje dando conta que há um conjunto de médicos que deixaram o SESARAM ou ponderam fazê-lo porque, apesar de terem terminado as respectivas especialidades, não foram contratados pela empresa pública. Ora, o governante explica que se trata “um ou outro caso”, em que preferem não aguardar pelo tempo que decorre o processo de contratação, salientou.

De resto, Pedro Ramos também negou que o Centro de Saúde da Madalena do Mar esteja na iminência de ser encerrado tal como refutou que o serviço de transportes de doentes seja “deficitário” ou que ainda não haja médicos no Centro de Saúde do Arco da Calheta.

Para trás ainda falou que a falta de medicamentos não é um problema que afecte apenas e só os utentes madeirenses, frisando que esse constrangimento atinge vários países europeus ao ponto de terem votado a favor de uma central de compras.

Com todas estas explicações, quase passou despercebido que as consultas de medicina nuclear começam a 22 de Junho.