O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) votou, com unanimidade, a favor da adesão à greve de 21 de Junho, decretada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), na Assembleia Geral de Sócios que se realizou esta segunda-feira, dia 12 de Junho.
Entre as questões reivindicadas pelos professores estão: o descongelamento da progressão nas carreiras para todos os professores em Janeiro de 2018, a criação de um regime especial de aposentação para os docentes, horários de trabalho mais adequados e o direito à vinculação extraordinária de professores contratados, de modo a eliminar as situações de precariedade até ao final da legislatura.
Recorde-se que o protesto coincide com a data de três exames nacionais de 11.º ano, às disciplinas de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes. Este é também o dia em que os alunos do 2.º ano do ensino básico fazem provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio. A concretizar-se a paralisação, mais de 76 mil alunos inscritos nas provas desse dia podem ser afectados se o Ministério da Educação não atender às reivindicações sindicais.
Depois de uma longa discussão em que foram considerados estes impactos, o SPM decidiu avançar com o apoio à greve, defendendo não só a valorização da classe, mas também uma “melhor qualidade de ensino para alunos”, afirmou a representante da Direcção do SPM, Jackline Vieira.
