
Progressivo e irreversível, o glaucoma é uma patologia crónica que afeta o nervo óptico e provoca alterações no campo visual que podem levar à perda total de visão. Os doentes que sofrem desta patologia são acompanhados na consulta do Serviço de Oftalmologia do Hospital Central do Funchal, dirigido pela médica oftalmologista, Sandra Moniz. Só no ano passado, foram, contabilizadas 5065 consultas médicas na área do glaucoma, realizadas por três médicos oftalmologistas do serviço.
O glaucoma é o “ladrão silencioso da visão”, não dá queixas, atua de forma silenciosa, e afeta cada vez mais doentes. Numa fase inicial, as alterações do campo visual acontecem de forma imperceptível e progressiva, pelo que o doente não se apercebe da perda visual e não tem qualquer dificuldade que o alerte para a situação.
Cientes da complexidade desta patologia e da importância do diagnóstico cada vez mais precoce, o Serviço de Oftalmologia do SESARAM reuniu, no dia 06 de maio, os seus médicos oftalmologistas e técnicos de optometria numa formação teórico-prática para melhor conhecer o glaucoma e dominar a técnica da ecografia, como meio complementar do diagnóstico.
Para tal, este serviço contou com a experiência notável da médica oftalmologista do Hospital de Santa Maria e docente na Faculdade de Medicina de Lisboa, Filomena Pinto e do médico Mário Cruz do Centro Hospitalar de Viseu.
Na Região Autónoma da Madeira, são cada vez mais os doentes com glaucoma, a maioria são mulheres com mais de 60 anos. Estes doentes necessitam de ser seguidos na consulta médica com alguma regularidade dado se tratar de uma doença crónica. São acompanhados e tratados no Hospital Central do Funchal e só em situações pontuais, em que esteja associada patologia rara, é que são encaminhados para centros de referência do país na área da oftalmologia.
A opção pelo tratamento mais adequado deverá ser sempre decidido caso a caso, com base na avaliação realizada pelo médico especialista. Para o tratamento desta doença podem ser utilizados medicamentos sob a forma de colírios e comprimidos, tratamento laser ou cirurgia.
Sem o devido acompanhamento e tratamento, esta doença leva à cegueira. Apenas um diagnóstico precoce realizado por médicos oftalmologistas, que deve ser efetuado a partir dos 40 anos, permite evitar o pior.
Por isso, é importante alertar que a boa visão, mesmo que corrigida com óculos adquiridos sem consulta prévia, não é sinónimo de não ser portador da doença.
