Luaty Beirão ficou conhecido por ter lutado pela liberdade de expressão, a democracia e a anti-corrupção. Uma luta que levou à sua detenção por “actos programados de rebelião”, tendo escrito durante 13 dias de privação da liberdade o seu livro ‘Sou Eu Mais Livre, Então’, que foi esta tarde apresentado, na Feira do Livro.

O rapper e activista angolano esteve preso “um ano e nove dias”, em 2015, e disse que, desde então, houve um lento despertar de consciências e um tímido calar do medo”.

“Há uma inversão na forma como as pessoas se relacionam com o próprio medo e começam a falar mais e a protestar mais, ainda que seja em espaços reduzidos, como as redes sociais”, revelou.

Mesmo assim, não quer ser visto como um herói, porque não gosta de “vaidades”, pois o que interessa é que tudo isto tenha contribuído para provocar alguma mudança.