Enquanto cidadão ativo e munícipe capaz de pensar por mim mesmo, alheio a chamarizes eleitorais e bandeirinhas, há coisas que são simplesmente inaceitáveis. Sabemos que vivemos num país de favorecimentos, para o amigo, para o padrinho e para o afilhado, deixa essa usada como arma de arremesso pelos outros, a pedir uma mudança. Momento em que se ri escandalosamente. Gostava, sinceramente, de propor uma mudança, nem que seja nesse departamento, da comunicação, com os seus munícipes ao excelentíssimo Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo. Acontece que pelo menos 2 postos de ecopontos, localizados respetivamente no entroncamento da rua do Til com a rua Dr. Ângelo Augusto da Silva e no bairro do Grémio, pouco acima, desapareceram há já umas semanas, sem explicação, sem placa de aviso, sem informação para os cidadãos que por lá vivem, sem nada. Ora, se isso acontece, creio que temos todo o direito às nossas próprias indagações, senhor presidente. Se as “maminhas” existem, felizmente a liberdade de expressão também. Perguntemo-nos? Para onde foram esses ecopontos? Para a Nazaré, para as Madalenas? Sim, porque toda a gente percebeu na esperteza bairrista desta Câmara, que sabe, com inteligência, que há muito mais gente por metro quadrado numa dessas zonas e, logo, obter mais votos a mais de meio caminho para as autárquicas. Além disso, na péssima comunicação e falta de ação visível e antes que a jota o ataque mais, porque não fazer mais comunicados? Se de facto pagou imensa dívida, porque não mostrar esses valores? É que, confesse-se, só com esse grande feito é que poderá ter chances numa reeleição. A população dos subúrbios poderá ser menos, mas não é burra nem tem medo de falar.É que, além disso, os contentores do lixo comum estão mais cheios, extravasados, sacos que já tombam pelo chão, isto num fim-de-semana com recolha próxima só na terça-feira, atraindo cães, gatos, ratos. Qual será a próxima campanha? Uma desratização à cidade? Ou também será só nos bairros? Senhor presidente, os seus munícipes não são marionetas, nem estão anestesiados.

Pedro Freitas