O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, disse hoje, no Funchal, que o estudo sobre a viabilidade da utilização de meios aéreos no combate a incêndios florestais na Madeira deverá estar concluído até 31 de maio.

O governante assistiu aos testes efetuados hoje em diversos pontos da ilha por um helicóptero ligeiro e um avião médio, realçando, em conferência de imprensa, que atualmente estão reunidas as condições para encerrar o relatório.

“Os testes atingiram os objetivos que pretendíamos e foram todos feitos com sucesso”, disse Jorge Gomes, vincando que “isto não quer dizer, de forma alguma, que a utilização dos meios aéreos venha a ser uma realidade”.

O secretário de Estado assegurou, contudo, que o relatório final “será conclusivo” e indicará efetivamente se se pode ou não usar meios aéreos e, no caso de ser possível, em que condições.

Jorge Gomes sublinhou que é “vontade do Governo “ que isso aconteça até 31 de maio.

O avião utilizado hoje nos testes tem capacidade para transportar três mil litros de água, ao passo que o helicóptero transporta cerca de 800 litros.

O governante salientou, por outro lado, que não é possível para já indicar qual será o custo da permanência na Madeira de dois meios aéreos de prevenção durante o verão.

“A função do Governo da República termina no dia em que o relatório for entregue ao presidente do Governo Regional”, esclareceu, realçando que “a partir daí o Governo Regional desenvolverá todas as ações que entender e, se precisar de auxílio do Governo da República, é evidente que estamos a falar de Portugal e dos cidadãos”.

A secretária regional da Inclusão e Assuntos Socais, Rubina Leal, que tutela a Proteção Civil, disse, por seu lado, que a decisão do executivo será tomada com base no relatório final e, mesmo se optar pelos meios aéreos, estes não vão estar disponíveis este ano.

Os testes com meios aéreos de combate a fogos florestais foram solicitados pelo Governo Regional ao Governo da República logo após os incêndios de agosto de 2016, que afetaram sobretudo o concelho do Funchal, onde morram três pessoas e os prejuízos foram avaliados em 157 milhões de euros.