“Num país a sério, o senhor estava na cadeia”, afirmou José Manuel Coelho que assegura que Rui Gonçalves sabia da dívida escondida pelo governo anterior, no qual era director regional.

Uma questão que também foi levantada por Gil Canha que pergunta qual a credibilidade das contas de 2015, quando as de 2003 a 2010 também mereceram a aprovação do Tribunal de Contas.

“Estas contas estão certíssimas”, garante Rui Gonçalves “com toda a convicção.

Questões semelhantes foram levantadas por Jaime Leandro, líder parlamentar do PS que afirma que o Tribunal de Contas, “apresentado agora como o teste do algodão”, foi “aldrabado” pelo governo anterior do qual Rui Gonçalves fazia parte.

“Não pode fingir que não sabia de nada. Deveria responder, também, por essas aldrabices”, acusa Roberto Almada.

Victor Freitas, do PS, recordou as promessas por cumprir do governo que não foram alteradas com a melhoria das contas públicas.

Rui Gonçalves sublinha que a Conta de 2015 é a primeira deste governo, mas garante que “tem memória” e que não esconde o passado. O secretário regional recorda que nunca foi “director regional do Orçamento”, teve as pastas das finanças e do tesouro. Assegura, ainda, que nunca fez nada que pudesse comprometer a sua “consciência”.