Apesar de se ter decidido pelo não pronunciamento dos arguidos (arquivar) no processo conhecido como ‘Cuba Livre’, a juíza Susana Mão de Ferro determinou que, quando a decisão transitar em julgado (já não haja recurso), sejam extraídas certidões de partes do processo, para serem remetidas ao Ministério Público para eventual investigação autónoma.
Os assistentes, Gil Canha e Baltasar Aguiar, vão ponderar se recorrem ou não da decisão, mas já ficaram críticas à juíza, nomeadamente por Gil Canha, que entende que Susana Mão de Ferro deveria ter pedido escusa. Canha justificou com o facto de um dos arguidos ser representado por um advogado de um escritório par o qual trabalha o marido da juíza.
O recurso, disse o advogado António Fontes, vai depender da vontade dos madeirenses. Os assistentes e o advogado não vêem os madeirenses preocupados, com factos que os afectaram e cujas consequências continuam a sentir.
Quem esteve presente, para conhecer a decisão, foi João Cunha e Silva. O ex-vice-presidente do Governo Regional não quis prestar declarações e o seu advogado, Nuno Teixeira, disse precisar de tempo para analisar a decisão da juíza de instrução, mas, para já, está satisfeito.

