A oposição venezuelana denunciou no sábado que o edifício onde funciona a sede de campanha do ex-candidato presidencial Henrique Capriles foi atacado com bombas de gás lacrimogéneo e tiros de borracha, quando o opositor se encontrava no interior.
O ataque terá provocado, segundo a equipa de trabalho do líder opositor, um incêndio que obrigou à intervenção dos bombeiros.
“Urgente! Fomos atacados com bombas dentro do edifício. Neste momento os bombeiros atuam”, denunciou Capriles Radonski na sua conta no Twitter.
O ataque ao edifício Vivel, em Bello Monte (leste de Caracas), segundo denunciaram no Twitter, foi realizado por funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e da Polícia Nacional Bolivariana.
“Estamos a salvo, graças a Deus não há vítimas. Todos saímos a tempo. Agradecemos publicamente aos bombeiros, a todos os que ajudaram (...) Qual é a ordem de (Nicolás) Maduro? Matar-nos? Se algo se passar já sabem quem é o responsável e sabem o que têm de fazer”, frisou.
O ataque foi condenado pelo secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luís Almagro.
“Condenamos energicamente o atentado contra a sede de Henrique Capriles e solidarizamo-nos com os que sofrem repressão por reivindicar os seus direitos”, escreveu Almagro na sua conta do Twitter.
