Os deputados municipais do PS na Assembleia Municipal de Santa Cruz votaram contra o Relatório de Prestação de Contas referente ao ano de 2016, afirmando que o JPP não cumpriu uma parte significativo do que prometeu.

Através de comunicado, os deputados explanam os motivos que os levaram a tomar esta posição. Desde logo, referem que este é “o momento da verdade”. “O JPP não cumpriu uma parte significativa do que prometeu realizar em 2016. Quem se compromete e não cumpre, não pode, naturalmente, honrar a palavra dada”, afirma o partido.

O comunicado assinado por Cláudio Torres, presidente da Comissão Política de Concelhia do PS-Santa Cruz, dá conta de que “este executivo, sabendo que não iria alcançar a receita prevista, desorçamentou as previsões iniciais, deixando por onze longos meses o orçamento empolado (ex. previa receber perto de 6 milhões da EEM por via da taxação da ocupação do domínio publico)”. “O resultado foi zero. Esta situação, ilegal, levou, à última da hora, através de um ‘’malabarismo financeiro oportunista’’ procurar esconder a incompetência e inércia do JPP. Altera-se ‘aqui e acolá’ para, contabilisticamente, aumentar a taxa de execução de modo a dizer que ‘cumprimos’. Mas não é verdade”, atira.

Quanto ao investimento, afirma que, face à receita total, ficou muito longe do expectável, abaixo dos 7% da receita. Aliás, o PS considera que o JPP “só age a pensar em fazer notícias nos jornais” e, por isso, não investiu um cêntimo na beneficiação e melhoramento das escolas, na cultura, lazer, recreio e desporto e na aquisição de contentores para resíduos sólidos urbanos.

Por outro lado, no que concerne às promessas, “prometeu o melhoramento no Caminho Municipal da Calçada de São Gil (Miradouro) à Pedra Mole-Santa Cruz e o resultado foi um zero”, “prometeu melhorar a rede de água potável na Estrada do aeroporto, entre sítio dos Barreiros e Tendeira, Caniço e nada fez” e “prometeu, com pompa e circunstância, com direito a capa de jornal, implementar um Sistema de Telegestão da rede potável para reduzir o desperdício enorme de água no concelho (80%) e o resultado foi zero”.

“Quanto ao apoio social às famílias carenciadas (Fundo de Emergência Social) que o JPP tanto apregoa e foi a grande bandeira eleitoral em 2013, nos últimos 3 anos gastaram pouco mais de 54.000 euros, sendo que, 97% deste valor, sublinhamos 97%, só foi executado no segundo semestre de 2016. Ou seja, só no penúltimo ano de mandato é que se deram conta que existiam, afinal, famílias carenciadas no concelho e precisavam de ajuda. E só avançaram após a denúncia pública do PS em Abril de 2016 deste situação. Não é caso isolado, pois o JPP anda a reboque do PS”, acusam os socialistas.

Aliás, estes dão alguns exemplos: “repavimentação da Estrada Maria Ascensão (Camacha) só avançou após a denúncia do PS e indignação popular; obras na Escola da Vargem do Caniço só aconteceram porque foi o PS a denunciar o avançado estado de abandono e degradação desta Escola. E quase tudo fica por fazer; rede de abastecimento na Eira da Cruz (Camacha) só avançou porque foi o PS a denunciar” e “até a folga financeira dos 540.000 euros que este executivo irá dispor em 2017, ano eleitoral diga-se, foi uma medida do Partido Socialista de âmbito nacional”.

O PS considera que “ estamos em final de mandato, mas o balanço desta vereação é de um executivo eleitoralista, preocupado em fazer oposição à oposição e que ultrapassou em vários momentos as regras da vivência democrática”.”Esteve sempre mais preocupado em empurrar os problemas com a barriga do que em resolvê-los. Este documento confirma o que o Partido Socialista foi alertando. A vereação liderada pelo Sr. Filipe Sousa assume um papel de cigarra e não de formiga. Muito fala e pouco faz, infelizmente, para prejuízo da população de Santa Cruz”, conclui o comunicado.