O Ministério Público (MP) venezuelano acusou 2.401 policias e militares de violações dos direitos humanos.
A acusação foi feita pela Direção de Proteção dos Direitos Fundamentais e confirmada pelo subdiretor de investigações, Juan Barradas, tendo os delitos ocorrido em 2016.
Os dados fazem parte de um relatório que dá conta que 635 dos acusados são agentes da polícia, dos quais 225 viram confirmada uma medida de prisão.
Por outro lado, segundo a instituição, durante o primeiro trimestre de 2017 foram detidos 100 policias, acusados de vários delitos.
No quadro da Operação de Libertação do Povo (OLP, programa governamental de combate à criminalidade), durante 2016, houve 241 mortos, motivo pelo qual o MP iniciou 182 investigações, que derivaram em acusações a 97 funcionários do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas, da Polícia Nacional Bolivariana, do Serviço Bolivariano de Inteligência (serviços secretos) e do Exército venezuelano.
Entre os delitos cometidos durante a OLP está o homicídio intencional ou qualificado, a desaparição forçada de pessoas, tratamento cruel, desumano ou degradante.
