Destacados dirigentes bloquistas, o coordenador João Semedo e o deputado José Manuel Pureza, estiveram hoje no Funchal, onde foram oradores numa sessão de esclarecimento‘Pelo direito a morrer com dignidade’.

Durante quase duas horas e meia e perante cerca de três dezenas de presentes no espaço ‘Paulo Martins’, ambos defenderam o ante-projecto de lei que define e regula as condições em que a antecipação da morte por decisão da própria pessoa com lesão definitiva ou doença incurável e fatal e que se encontra em sofrimento duradouro e insuportável, não e punível.

Esperançado que se encontre “o máximo denominador comum” na desejada lei de despenalização da morte assistida, João Semedo lembrou que as boas práticas médicas, em casos irreversíveis, considera “benéfico e aconselhável deixar morrer”, afirmou o médico, depois de confrontado com casos concretos por quem se encontrava na assistência. Reconheceu ainda que actualmente “há um diferencial de informação brutal entre os profissionais de saúde e utentes”.

Apesar de reconhecer “dificuldade em estabelecer uma fronteira entre o que é ou não admissível”, o deputado José Manuel Pureza não tem dúvidas que faz todo o sentido legitimar a “antecipação da morte”, até para que “ninguém seja condenado a viver um processo de morte que não quer”, afirmou.