Mais de duas dezenas de feirantes animaram domingo a Feira de São Roque que decorreu no Miradouro daquela freguesia.

Numa iniciativa conjunta da Casa do Povo de São Roque e da Junta de Freguesia local, a feira serviu para os participantes apresentarem vários os trabalhos desenvolvidos no âmbito das ações e cursos de formação promovidas pela Casa do Povo.

“Além de ser mais um pólo de animação, a Feira de São Roque tem por grande objetivo ajudar a comunidade da freguesia, especialmente as pessoas que se encontram em situação de desemprego”, explicou Pedro Gomes, presidente da Casa do Povo, dizendo que a formação profissional tem sido uma preocupação desta instituição.

A venda dos produtos, que vão do artesanato à gastronomia reverte inteiramente a favor dos feirantes. “É uma das formas que encontramos para colaborar com estas famílias, que veem o rendimento familiar aumentar, por via da venda dos seus produtos”.

Tanta a Casa do Povo como a Junta de Freguesia de São Roque, ambas lideradas por Pedro Gomes, têm feito um esforço para dinamizar e inovar esta feira mensal que já se realiza há seis anos consecutivos. “Ao longo do tempo temos inovado na forma como se realiza a feira e este ano introduzimos uma nova vertente, com a atuação de grupos musicais para animarem a feira e para chamarem mais pessoas”, disse.

A maioria das pessoas que participam neste evento feira tiveram formação na Casa do Povo de São Roque, onde aprenderam técnicas como o Bordado Madeira ou o macramé. Cursos que têm sido ministrados por formadores do Governo Regional, através da Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais.

“Tem sido uma ajuda preciosa a vários níveis” sublinhou Pedro Gomes, elogiando a secretária da tutela, Rubina Leal, que permitiu que este ano, pela primeira vez, as Casas do Povo contassem com um apoio financeiro no primeiro trimestre do ano, o que permite preparar os cursos e iniciativas atempadamente com benefícios para a população.

“As casas do povo sobreviviam com parcos recursos durante a maior parte do ano. Este ano pela primeira vez tivemos um apoio financeiro na altura certa e assinamos os primeiros contratos-programa até 30 de março, coisa que nunca tinha acontecido no passado”, vincou Pedro Gomes.