Num texto com o dedo apontado ao Governo socialista na República, o Partido da Terra (MPT), através do seu líder regional Roberto Vieira, questiona a política sobre as offshores.

“O MPT-Madeira no dia de ontem ficou surpreendido 2 vezes com a inquirição do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Paulo Núncio e neste sentido percebemos que a primeira surpresa depreende-se com o facto de não ter publicado os relatórios referentes transferência para offshores na ordem dos 10 mil milhões de euros no período de 2011 a 2014”, situa.

Assim, “o Partido da Terra acha estranho que o PS, BE e PCP-PEV tenham construído na sua agenda política uma batalha pela falta da publicação desses valores, em detrimento de saber se esses 10 mil milhões de euros foram sujeitos aos devidos impostos obrigados por decreto lei”, questiona.

Reforça: “Em tempos recentes o PCP-PEV e o BE teriam ‘deitado o Parlamento Nacional ao chão’ por muito menos e agora alinham em situações menores que nada acrescentam ao País. É caso para dizer que a montanha pariu um rato uma vez que não existe obrigação legal de publicação de estatísticas, situação que foi confirmada pelo atual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Fernando Rocha Andrade.”

Continuando, Roberto Vieira diz que o “MPT-Madeira vem hoje a público referir que a surpresa maior neste processo todo foi o Dr. Paulo Núncio ter comunicado que o atual Governo do PS, sustentado pelo BE e PCP-PEV retirou da lista dos paraísos ficais 3 Offshores sem se saber bem porquê e dando a entender que esta decisão veio apenas para abrir um corredor para que se fizessem transferências bancárias na ordem do mil milhões de euros sem qualquer controlo ou escrutínio, ou seja, abriram 3 portas para os desvio de capitais, dando assim, livre-trânsito para movimentação de capitais e mais possibilidades para termos de novo o prolongamento da corrupção em Portugal”, acusa.

O Partido da Terra “não consegue perceber como é que o BE e PCP-PEV contribuem para que estes offshores deixem de o ser e estejam num silêncio ensurdecedor numa gravidade desta natureza, ou seja, contribuem brutalmente para que os desvios de capitais, normalmente ligados a processos de corrupção, sem que haja qualquer tipo de fiscalização, penalizando assim fontes de receita que deveria ser coleta do fisco em Portugal”, lamenta.

É, assim, para o MPT-Madeira “impensável que se dê mais importância a publicitação de dados estatísticos, do que a retirada da lista de offshores, 3 paraísos fiscais onde circulam mais de mil milhões de euros. A geringonça está a fazer o papel de faz de conta para enganar a maioria dos Portugueses e o que vem à tona é que no fundo são todos iguais ou até piores, com apenas uma estratégia mais requintada para enganar a opinião pública”.

“Nós Partido da Terra”, termina Roberto Vieira, “temos o dever de alertar o povo Português e especialmente a população residente na Região Autónoma da Madeira e não podemos pactuar com estratégias que fomentam a saída de capitais para paraísos fiscais sem qualquer controlo e sem que o fisco receba a receita a que tem direito sobre essas movimentações milionárias. É mais um verdadeiro o colossal escândalo!”