O Ministério Público instaurou quase 35 mil inquéritos por crimes económicos e financeiros, dos quais 626 por corrupção, indica o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2016.
No mesmo ano foram arquivados 297 inquéritos e deduzidas 36 acusações, tendo 172 processo findado por outros motivos.
Segundo o documento, o maior número de inquéritos iniciados por corrupção ocorreu nas comarcas de Braga (112), Porto (66) e Lisboa (52), Lisboa Oeste (41) e Faro (36).
O maior número de acusações foi deduzido nas comarcas de Lisboa (seis), Aveiro (cinco), Braga (quatro) e Setúbal (quatro).
Nos 20 crimes que integram a criminalidade económica e financeira, o crime de burla (exceto burla tributária) foi responsável pelo maior número de inquéritos abertos, com 24.097.
A seguir surge o abuso de confiança fiscal (4.847 inquéritos), seguido de abuso de confiança contra a segurança social (1.684).
Os dados de 2016 indicam ainda que houve 183 inquéritos abertos por branqueamento de capitais e 53 por prevaricação de titulares de cargos políticos e 21 por tráfico de influência.
