O relógio do Big Ben marcava 14H00. Àquela hora, a ponte Westminster normalmente repleta de transeuntes, estava um pouco deserta devido à chuva que caía afugentando os turistas. Até que, um terrorista, usando como arma um automóvel em que o gatilho era o acelerador e ponte de mira o volante, acerta em mais de quatro dezenas de inocentes ceifando vida a cinco deles. Sua mãe, Janet Ajao, já veio dizer que não apoiava as suas acções nem as crenças que o levaram a cometer essa atrocidade. Por cá, por estranho que possa parecer, e talvez não, de imediato as redes sociais foram inundadas de comentadores justificando tais actos e culpando o Ocidente por ter armado e a treinado aquela gente. Não será hora que uma chuva providencial de clarividência e bom senso, entre na cabeça desta gente? Desconhecem que este jihadista até era de nacionalidade britânica? Esquecem que esta gente provoca atentados no seio da sua própria comunidade? Que cometem estes actos criminosos em países neutrais que nada têm a ver com fornecimento de armas e treinamentos? Então, como justificar os atentados no Quénia, Somália, Burquina, Mali e tantos outros países só em África? Os defensores desta gente não veem que estão a dar tiros nos próprios pés e com isso força a estes malfeitores? Ainda não pararam para pensar que estes criminosos cometem estes atentados apenas por prazer em matar? Ou, segundo o Alcorão, na recompensa aos mártires em que lhes são concedidas 72 virgens? Sabem como classifico quem defende estas atrocidades fazendo-se passar por muito progressista? De provedores de criminosos. Até que o azar lhes bata à porta.
Jorge Morais