Depois de admitir que aceitou “talvez com algum exagerado desassombro o desafio” ser o cabeça de lista à Câmara de Santa Cruz, Roquelino Ornelas prometeu constituir uma equipa de pessoas “com um perfil que se enquadre naquilo que é o mais apropriado aos desafios do concelho”, onde os desafios “são duros e difíceis, mas possíveis de concretizar e resolver”, garantiu o candidato do PSD, que hoje à noite teve o primeiro ‘banho de apoio’, no jantar de apresentação da candidatura.

Em jeito de recado ao executivo municipal, reclamou que “a vida deste município não pode cingir-se a finais de mandato”, porque o trabalho prol das populações deve ser uma preocupação do dia-a-dia. “Cingir ao que é verdadeiramente útil, e não nos perdermos em acusações vãs e fúteis, ao que está para trás”, acentuou o candidato ‘laranja’, que fez questão de prometer que “não me vão ouvir uma única vez usar daquilo que é hoje uma prática, infelizmente comum, de autêntico terrorismo psicológico e verbal, contra quem fez, quem esteve antes de mim. Vamos fazer a diferença”, assegurou.

Deixou ainda uma mensagem de “tolerância, compreensão e entendimento” para o interior do partido, mas também o aviso: “não dêem pernas longas a ideias curtas”.

Já Miguel Albuquerque, mesmo fazendo a ressalva de que “não vamos dizer mal da Câmara”, fez questão de assumir a “imensa tristeza”, porque “ao fim de três anos e meio de promessas, conversa fiada, camisolinhas verdes, o concelho de Santa Cruz (...) está completamente estagnado, não se vê obra, não se vê desenvolvimento, e continua a conversa para enganar tolos”, criticou.

Avisou que a campanha será feita a “olhar para o muito que foi prometido e não foi concretizado, denunciar essas falhas e essa falta de compromisso com os eleitores”, e prometeu apresentar aos santa-cruzenses um programa “exequível” para concretizar em 4 anos.

Além dos elogios à “integridade e honestidade absoluta” do candidato, porque a noite estava chuvosa, aproveitou para vaticinar que “boda molhada é boda abençoada”.