O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs hoje a supressão do financiamento federal aos programas nacionais para as Artes e Humanidades, que implicará um forte golpe para museus e organizações culturais nos Estados Unidos.

O plano orçamental para 2018 apresentado hoje por Trump inclui ainda a eliminação de fundos para a Corporação de ‘media’ públicos (CPB), que inclui a rádio (NPR) e a televisão pública (PBS), e também para as bibliotecas.

Esta é a primeira vez que um Presidente se propõe por fim a estes programas, criados em 1965 por Lyndon B. Johnson, que sucedeu a John Kennedy, para impulsionar as artes, as humanidades e a atividade cultural no país.

Os Programas nacionais para as Artes e Humanidades possuem um orçamento combinado de 300 milhões de dólares (282 milhões de euros), enquanto a CPB garante um orçamento de 445 milhões de dólares (418 milhões de euros).

“Estamos profundamente entristecidos após conhecer esta proposta de eliminação, porque temos realizado significativas contribuições para o bem público”, disse William A. Adams, presidente do Programa de Humanidades.

Em paralelo, o orçamento também aponta para o fim dos fundos destinados ao Instituto de serviços de Museus e Bibliotecas, que apoia bibliotecas e museus em todo o país e garante uma verba anual de 230 milhões de dólares (216,3 milhões de euros).

A proposta foi recebida de forma muito reservada por alguns deputados republicanos, sugerindo uma intensa batalha no Congresso para a sua aprovação.

“Este documento é um mero anteprojeto. Não supõe desembolsar fundos. Trabalhei o mais que puder, interna e publicamente, para assegurar que estes programas tenham financiamento”, prometeu o deputado republicano Leonard Lance, que preside ao Núcleo (’Caucus’) de Artes e Humanidades do Congresso.

Os fundos destas instituições representam uma verba mínima do total das despesas não indispensáveis incluídas no orçamento de Trump, de 1,5 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros).

Este anteprojeto de orçamento estabelece as prioridades das despesas do novo Governo do Presidente Trump, mas a distribuição do orçamento federal permanece dependente da aprovação do Congresso.