
Apesar do presidente do Governo Regional ter assegurado que “estão garantidos todos os padrões essenciais de segurança, em termos habitação e de circulação de pessoas” ou de não existirem moradores a viver em “situações de risco extremo”, a verdade é que foi recebido esta tarde, durante uma visita ao sítio das Terças, na Tabua, por um grupo de cidadãos que fez questão de entregar ao chefe do Executivo insular uma carta contendo uma série de preocupações que consideram estar ainda por salvaguardar na empreitada de canalização da ribeira.
Ainda antes da chegada da comitiva governamental, outros populares alertaram o DIÁRIO para o facto de uma moradia estar encostada ao muro de suporte da linha de água. Questionado sobre este assunto, Miguel Albuquerque desvalorizou dizendo que na Região o seu governo tem tentado junto das Câmaras sensibiliza-las para o “mínimo de risco” quando licenciam novas construções.
Antes, o governante justificou com a pesada máquina burocrática e também com a “falta de financiamento” comunitário que “não estava disponível e que agora passamos a ter” para que, passados mais de sete anos, o seu governo ainda tenha empreitadas por concluir decorrentes do temporal de 20 de Fevereiro. Aliás foi o próprio secretário regional com a tutela das obras públicas a recordar essa premissa que segundo Sérgio Marques faz toda a diferença na celeridade da execução das obras. De resto, minutos antes, o antigo eurodeputado pediu a um dos moradores, por sinal candidato pelo CDS/PP à Junta de Freguesia da Tabua, que colocasse o endereço na carta para que pudesse responder aos desejos dos populares.

