
O Movimento Democrático das Mulheres (MDM) promoveu, hoje, no Largo do Phelps, no Funchal, uma concentração que pretendeu assinalar o Dia Internacional da Mulher e alertar para os direitos das mulheres que ainda são negligenciados pela sociedade.
Herlanda Amado foi a porta-voz do núcleo regional do MDM e referiu que as desigualdades entre homens e mulheres continuam a persistir. “Não basta que os direitos estejam consagrados na lei para que sejam postos em prática”, referiu Herlanda Amado, explicando que mesmo com uma Constituição a defender a igualdade de género, as mulheres continuam a ser alvo de discriminação nos empregos.
A grande mobilização de mulheres ocorre a nível nacional e pretende assinalar as falhas que existem no país. “Quando temos uma grande percentagem de mulheres com formação superior que acabam por receber, no mundo do trabalho, menos 28% que os homens não deixa de ser, entre outras questões, um motivo de preocupação”, ressalvou.
Herlanda Amado afirma que as mulheres têm consciência de que os seus direitos não estão assegurados, mas a “revolta” para com esta situação faz-se de pequenos passos. O MDM valoriza o facto de diversas associações terem promovido iniciativas relacionadas com o Dia da Mulher. Contudo, o movimento mostra-se consciente de que, na maioria das vezes, o sentimento de revolta para com as situações de desigualdade não é tão expressado como deveria ser.

