O Boavista pretende agora “fazer a melhor classificação possível” e isso passa por vencer o Marítimo, no domingo (16:00), em jogo da 25.ª jornada da I Liga de futebol, disse hoje o seu treinador.
“Vamos encontrar uma equipa muito difícil. Não perde há nove jogos, é porque tem algum mérito, jogadores de qualidade e uma ideia de jogo bem definida. Temos que estar no nosso melhor se quisermos ganhar”, considerou Miguel Leal, durante a conferência de imprensa de antevisão da partida..
Apesar do objetivo pontual ter sido já alcançado, Miguel Leal afasta a ideia de que possa haver algum relaxamento ou desleixo dos jogadores daqui para a frente.
“Continuo a sentir o grupo empenhado, porque é muito importante conseguir a melhor classificação possível, não só em termos de clube, mas fundamentalmente para os jogadores, porque quem vai sair valorizado a curto prazo são eles. Por isso, a motivação tem que ser máxima e é isso que lhes digo”, argumentou.
O Boavista fez a pré-inscrição nas provas da UEFA da época 2017-18, acautelando assim um eventual apuramento, mas Miguel Leal considera que o clube ainda não está preparado para isso.
“Este crescimento tem de ser sustentado e, às vezes, querer dar passos muito longos faz com que o tombo seja maior. É importante irmos devagarinho, crescendo e analisando o futuro”, sustentou.
Ao contrário, salientou que o Marítimo, sexto classificado com 37 pontos, persegue esse objetivo de forma clara e “tem muitas mais probabilidades” de o atingir do que o Boavista.
No jogo com o conjunto madeirense, Miguel Leal quer a sua equipa muita atenta depois de perder a bola, porque “o Marítimo é muito forte no contra-ataque, nos cruzamentos e na finalização, especialmente com as entradas do Fransérgio, um jogador que desequilibra bastante a esse nível”.
“Muito importantes vão ser os duelos individuais. Acho até que esse é o ponto mais forte do Marítimo”, vincou.
Miguel Leal estreou-se como treinador do Boavista precisamente frente ao Marítimo, no Funchal (1-1), em 21 de outubro de 2016, e hoje, mais de quatro meses depois, declara-se “surpreendido, agradado e feliz por estar neste clube”.
“O balanço tem que ser positivo, se calhar até cima das minhas expetativas”, resumiu.
Miguel Leal referiu também que “se os objetivos coletivos já estão mais ou menos conseguidos há que focar os jogadores nos objetivos individuais”.
