O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje uma resolução em que insta o Governo da Venezuela a “libertar imediatamente os presos políticos” e a aceitar o envio de ajuda humanitária para minimizar a escassez de alimentos e medicamentos.

A aprovação, que apela ainda ao Governo venezuelano a “respeitar as normas constitucionais e democráticas”, foi votada por unanimidade e teve por base uma proposta dos senadores Marco Rúbio (republicano) e Ben Cardin e Dick Durbin (democratas).

A resolução manifesta apoio aos esforços do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, para ativar a Carta Democrática Inter-americana e incentiva os Estados membros a adotarem medidas adicionais para abordar a crise venezuelana.

Por outro lado os senadores “instam” o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “a prestar todo o apoio aos esforços da OEA a favor de soluções constitucionais e democráticas ao impasse político” venezuelano e a “dar instruções às agências federais apropriadas para responsabilizar os funcionários do Governo da Venezuela por violar a legislação norte-americana e direitos humanos internacionalmente reconhecidos”

Em declarações aos jornalistas, Marco Rubio disse que “os EUA devem continuar a apoiar o povo da Venezuela (...) a implementar integralmente a defesa dos direitos humanos” e a castigar as autoridades venezuelanas que violem a lei e os direitos do povo.

Por outro lado, segundo Ben Cardin, “quanto mais tempo (o Presidente venezuelano Nicolás) Maduro e o seu governo continuarem intransigentes em posições retrógradas, de rutura do direito, mais o povo venezuelano vai sofrer”.

Segundo Dick Durbin, “a Venezuela caminha para uma catástrofe” que é possível ver ao longo dos “apagões e agitação civil que assola o país, e ainda assim o Governo de Maduro continua a ignorar os inumeráveis apelos de adesão às normas democráticas e ao respeito pelas liberdades civis”.

No passado dia 15 de fevereiro, Donald Trump apelou publicamente ao Governo da Venezuela para que liberte o líder da oposição Leopoldo López e outros presos políticos.

Dois dias antes, os Estados Unidos impuseram sanções financeiras contra o “número dois” do regime venezuelano, o vice-Presidente Tarek El Aissami, que acusam de ter “facilitado o tráfico de drogas” a troco de dinheiro.