A Organização das Nações Unidas (ONU) suspendeu o direito de voto da Venezuela na próxima Assembleia Geral, até que Caracas pague os 24,09 milhões de dólares (cerca de 22 milhões de euros) que deve.

A medida de suspensão foi assinada pelo português António Guterres e publicada hoje na página na Internet das Nações Unidas, em inglês e castelhano, com data de 25 de janeiro de 2017.

“Conforme estipula o artigo 19.º da Carta das Nações Unidas, os Estados-membros em falta no pagamento das quotas, em quantidade igual ou superior às contribuições correspondentes aos dois anos anteriores podem perder o seu voto na Assembleia Geral”, justifica-se na medida.

Segundo a informação divulgada, a Venezuela encabeça a lista de países com pagamentos em atraso, seguida pela Líbia, com 6,5 milhões de dólares, a Somália com 1,3 milhões de dólares e a Guiné-Bissau com 442.552 dólares.

A listagem de países com pagamentos em atraso inclui ainda Cabo Verde, Comores, Djibuti, República Dominicana, ilhas Marshall, Papua-Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Somália, Sudão, Vanuatu e Iémen.

O documento, assinado por António Guterres, sublinha que “na resolução 71/2 (de 03 de outubro de 2016) a Assembleia Geral decidiu permitir às Comores, Guiné-Bissau, Somália, São Tomé e Príncipe, votarem na Assembleia Geral, até se concluir o 71.º período de sessões.

Segundo a imprensa norte-americana, é a segunda vez, em três anos, que a Venezuela fica com o direito de voto suspenso devido a pagamentos em atraso.