O Governo francês avisou hoje que não iria tolerar qualquer interferência externa nas próximas eleições presidenciais, dirigindo-se expressamente aos dirigentes da Federação Russa, depois de os serviços secretos norte-americano terem acusado Moscovo de favorecer Donald Trump.
“Não vamos aceitar qualquer interferência, seja qual seja, no nosso processo eleitoral, tanto da Rússia como de qualquer outro Estado”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault.
“Depois do que aconteceu nos EUA, é nossa responsabilidade dar todos os passos necessários para garantir que a integridade do nosso processo democrático é totalmente respeitada”, afirmou no parlamento.
O aviso ocorreu depois de assessores de um dos principais candidatos franceses terem acusado, esta semana, a Rússia de atacar a sua candidatura.
Um porta-voz do candidato pró-europeu Emmanuel Macron acusou hoje Moscovo de estar por trás de uma série de ataques cibernéticos ao sítio na internet e aos servidores da campanha de Macron no último mês.
“Metade destes ataques, e houve centenas por dia, vieram da Ucrânia, que é conhecida pelas suas ligações aos piratas informáticos e às pessoas que dirigem estes ataques na Rússia”, afirmou Benjamin Griveaux, acusando o Kremlin de procurar favorecer o candidato conservador Francois Fillon e a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.
Fillon e Le Pen defendem laços mais próximos com a Rússia.
