O PCP Madeira esteve hoje na Ribeira Brava para recordar o que ainda não foi feito neste concelho depois da aluvião de 2010 e o que considera ser um mau uso da Lei de Meios. Ricardo Lume disse “não é compreensível por que é que existem zonas, afectadas pela intempérie de 20 de Fevereiro, que hoje apresentam maior risco para as populações do que há sete anos”.
O dirigente comunista explicou que se referi à zona da Tabua. “Falamos especificamente da Ribeira da Tabua, onde de facto em determinadas zonas existiu intervenção, apesar da aplicação de um conjunto de técnicas de duvidosa eficácia, tendo, em muitos casos, contribuído mesmo para estreitar ainda mais a linha de água, potenciando riscos em aluviões futuras, mas ainda existem zonas dessa mesma ribeira sem qualquer intervenção”.
As críticas não se ficaram por ali. Fala de falta de vontade política em resolver o aterro junto à Praia, uma imagem que acaba por penalizar a Vila e que representa nas suas palavras um verdadeiro atentado ambiental.
“É importante referir que grande parte do que falta fazer em relação aos danos do temporal de 20 de Fevereiro de 2010 é da responsabilidade, em primeiro lugar, do PSD-Madeira e dos executivos governativos assentes na sua maioria parlamentar que, no nosso entender, inverteu as prioridades a seguir”, criticou Ricardo Lume. Segundo o porta-voz, a opção foi pela construção da Praça do Povo e do novo cais no Funchal, “que não passa de um paredão” e ainda por mais investimento na Marina do Lugar de Baixo, “verdadeiro sorvedouro de verbas públicas sem qualquer tipo de retorno”, em vez de canalizar as verbas da ‘Lei de Meios’ para salvaguardar a segurança das populações afectadas.

