O município da Ribeira Brava já tem orçamento aprovado. Foi esta tarde, em reunião ordinária. São cerca de 12,9 milhões de euros - mais 3 milhões de euros que em 2016 - que curiosamente mereceu os votos de toda a vereação, incluindo os três eleitos pelo PSD-M, que fazem oposição ao executivo de Ricardo Nascimento. Nivalda Gonçalves justificou o sentido de voto, sublinhando que “duas das cinco propostas apresentadas pela nossa equipa, foram incluídas no orçamento”.
Ricardo Nascimento já tinha avisado que iria privilegiar a acção social, educação e investimentos em obras públicas, porém a líder dos social-democratas, disse ter ficado satisfeita por verificar o “reforço de verbas a ser atribuídas as Juntas de Freguesia” e por constatar que o município terá “mais investimento em caminhos agrícolas e municipais”, uma aspiração, que segunda a vereadora a “população tanto anseia”.
Para trás ficaram propostas que foram ‘chumbadas’: “Lamentamos que não tenha tido em consideração outras propostas do PSD, nomeadamente a diminuição do preço dos parques de estacionamento e parquímetros, a devolução do IRS às famílias e o reforço do apoio para as instituições sociais, culturais e desportivas”, declarou a actual deputada.
A grande novidade é o apoio pecuniário aos idosos que, comprovadamente, apresentem não ter meios de subsistência ou não ter forma para pagar as suas despesas mais elementares. Para esses a Câmara contempla uma verba de 60 mil euros. Nascimento já tinha explicado que será efectuado um regulamento para não suscitar dúvidas e para que saibam como se candidatar.
Ao nível da educação a autarquia prevê contemplar os alunos do ensino básico com manuais escolares gratuitos e adoptar o sistema de empréstimo aos que leccionam os 5.º e 6.º ano. Aos universitários as bolsas passam de 400 para 470 euros, pagas em duas tranches.
Em matéria de investimentos, o executivo independente vai reabrir a marginal entre a vila e a Tabua, mas também noutros caminhos agrícolas: “Chapim, Pedregal, Fonte Pinheiro e um outro na Tabua”.
Recorda que os caminhos da Pedra e da Pedra Mole não estão esquecidos, frisando que espera a reabertura do PRODERAM para avançar com a candidatura. Neste mesmo cenário está a pavimentação de uma via no Campanário que não está concluída porque ter sido contestada por um dos empresários concorrentes. Vai custar 200 mil euros. Muito mais será o financiamento aos bombeiros. Ao todo serão canalizados 170 mil euros mensais para a corporação liderada por Paulo Andrade

