“Aquilo que nós queremos é mais companhias, melhores preços, mais voos na rota área, com menos burocracia e o madeirense a pagar única e exclusivamente o subsídio de mobilidade”. É isto que o Governo Regional pretende das negociações com Lisboa, revelou o vice-presidente. O grupo de trabalho para a revisão do subsídio de mobilidade, onde estão dois representantes do Governo Regional da Madeira e dois do Governo da República, começa a trabalhar amanhã. Com um prazo limite de 60 dias, no final de Janeiro deverá ser apresentado o documento conjunto relativo a esta matéria. Pedro Calado, falando esta tarde à margem do encerramento da Semana Cultural da Ilha, garantiu ainda que um ferry vai estar a navegar entre a Madeira e o continente no Verão de 2018.
“O que nós pretendemos é defender os interesses dos madeirenses. Se nós pudermos pôr os madeirenses a pagar apenas o valor correspondente ao valor do subsídio de mobilidade, sem burocracia, sem estar a adiantar dinheiro às companhias aéreas, sem ter que estar à espera 60 dias ou 90 dias para ter o reembolso, é isso que nós pretendemos. Melhores preços, melhores condições de acessibilidades. Vamos tentar pôr mais linhas nas carreiras, desburocratizar o sistema”, revelou o responsável pela pasta das finanças.
Com as deslocações a Lisboa, Pedro Calado conseguiu colocar em andamento dossiers, que diz, estavam adormecidos, não apenas o das ligações aéreas, mas igualmente outros dossiers pendentes, como é o caso do novo hospital, que deverá em breve definir o grupo de trabalho. “Através da oposição aqui na Madeira não vamos fazer nada, é melhor trabalharmos directamente com o Governo da República e é isso que vamos fazer no sentido de trazermos mais e melhores soluções para todos os madeirenses”, afirmou.
Quanto ao concurso público para o ferry, o prazo foi alargado, termina no dia 18. A solução poderá passar pela permissão dos operadores navegarem em outras rotas, uma pretensão já feita chegar ao gabinete de Pedro Calado.

