Embora entenda que os trabalhadores têm razões para fazer greve, o Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira (SITAM) “não vai apelar à greve” nos supermercados, que está agendada para sábado e domingo, vésperas do Natal.

Segundo o presidente do SITAM, Ivo Silva, as razões invocadas têm mais sentido para os trabalhadores em Portugal continental, embora haja pontos em comum. Contudo, justifica que a não adesão formal do sindicato a esta paralisação é porque “é necessária uma predisposição por parte dos trabalhadores para a greve”.

Apesar de lembrar que cada um é livre de fazer greve, uma vez que a pré-convocatória foi feita para todo o território nacional, reforça que o SITAM “não pode pronunciar-se a favor e apelar à greve, se depois não vai ter a correspondência” da parte dos trabalhadores, frisando que não faz sentido quando a adesão “não passar de zero vírgula qualquer coisa por cento”.

“Temos de ter algum cuidado e alguma sensibilidade para não estarmos a fazer coisas que, depois, vão mesmo contrariar a opinião pública”, justifica ainda Ivo Silva que, contudo, diz que, em parte, há muitas razões que assistem aos trabalhadores, nomeadamente porque “há pressão e repressão” em empresas como a Sonae (Modelo Continente) e a Jerónimo Martins (Pingo Doce), que leva a que os colaboradores tenham “medo de aderir à greve”.

Leia mais na edição de amanhã ou ouça a TSF (100 FM) as declarações do sindicalista.