A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) assegurou hoje que está disponível para prolongar o cessar-fogo bilateral assinado com o Governo colombiano, que termina a 09 de janeiro, adiantou a EFE.
“Estamos na disposição de acordar um novo cessar-fogo, depois de avaliarmos em conjunto na mesa de conversações o andamento, as garantias e os resultados” do acordo bilateral, temporário e nacional, disse a guerrilha numa mensagem divulgada na Internet, citada pela EFE.
O documento, assinado pelo líder máximo do ELN, Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como ‘Gabino’, dirige-se ao chefe da Missão de Verificação da ONU, Jean Arnault, o qual pediu recentemente que as partes informassem este mês sobre a sua disponibilidade para estender o cessar-fogo acordado.
O Governo colombiano expressou, em várias ocasiões, a sua disponibilidade para prolongar o cessar de hostilidades iniciado a 01 de outubro.
A guerrilha acrescentou que também espera “ver disponibilidade do Governo para superar as dificuldades que mantém para cumprir o acordo e os protocolos assinados” sobre o cessar-fogo.
Nesse sentido, pediram a Arnault que acompanhe um “eventual” novo acordo que assinem com o Governo.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou na semana passada o balanço do cessar-fogo temporário entre o Governo e o ELN.
A ONU e a igreja católica participam na verificação da medida que é resultado das negociações de paz que o Governo colombiano e o ELN levaram a cabo em Quito, capital do Equador, desde fevereiro, e cujo acordo alcançado termina a 09 de janeiro de 2018.
A trégua foi acordada a 04 de setembro nas negociações de paz em Quito para pôr fim ao mais antigo conflito no continente.
O cessar-fogo surge após um processo semelhante com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC): da suspensão dos combates ao desarmamento, a antiga e principal guerrilha do país, com sete mil combatentes, transformou-se num partido político legal.
No entanto, o contexto deste acordo é particularmente tenso, já que o ELN multiplicou, nos meses anteriores ao cessar-fogo, as operações contra o exército e a polícia, bem como contra instalações petrolíferas.
As partes concluíram a 01 de dezembro o mais recente ciclo de conversações e voltam a reunir-se em janeiro do próximo ano.
