Rita Andrade, secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, disse que existe na Região um plano regional para a Igualdade de Género e Cidadania que envolve um conjunto de instituições públicas, sindicais e empresariais, onde foram delineadas medidas e acções que visam trabalhar as competências das pessoas, de forma a combater as desigualdades.
A governante, que esteve hoje no Seminário ‘Conciliando para a Igualdade’, que se realizou, no Museu Casa da Luz, referiu que a desigualdade que existe dentro das empresas “não é uma realidade muito visível”. “Infelizmente, culturalmente, aceitou-se desde sempre alguma discriminação a este nível, mas não há uma queixa objectiva, como outras cuja problemática é mais visível. Esta passa de forma muito mais despercebida e camuflada, mas por vezes nos deparamos e temos conhecimento de situações concretas que carecem de reflexão que temos vindo a trabalhar em conjunto com as instituições”, afirmou.
Refira-se que este seminário insere-se na operacionalização do III Plano Regional de Igualdade de Género e Cidadania, mais concretamente no Eixo – 2: Igualdade de Género no Trabalho e no Emprego. E através da apresentação de uma curta-metragem, sobre Igualdade para Género e Conciliação, ‘Troca de Sapatos’, pretenderam lançar o debate, num ambiente de análise que promova a partilha de experiências, tais como o reconhecimento da situação actual face à igualdade de género e conciliação trabalho/família, a abordagem das desigualdades em função do sexo no mercado de trabalho e a nível pessoal e familiar, o reconhecimento e compreensão das razões da assimetria na distribuição entre homens e mulheres do trabalho pago e do poder simbólico (de produção e de representação) e do trabalho não pago (de reprodução e de cuidado).
O grande objectivo da abordagem desta temática é fundamentalmente difundir boas práticas no que concerne à conciliação trabalho/família, como a flexibilização dos horários de trabalho, a implementação da jornada contínua, o trabalho a tempo parcial, os serviços de apoio à conciliação, o teletrabalho, a promoção de parcerias e a importância da intervenção das empresas e dos parceiros sociais para através de instrumentos como a contratação colectiva promoverem a adequação das necessidades dos trabalhadores/as ao seu trabalho, nomeadamente, ao nível da parentalidade e dos cuidados dos idosos a seu cargo.
