O município de Aveiro teve um prejuízo direto do incêndio de 15 de outubro de entre cinco e sete milhões de euros, disse hoje o presidente da câmara, Ribau Esteves (PSD/CDS/PPM).
“A nossa conta total deve andar entre os cinco e sete milhões de euros. Falta somar as muitas coisas pequenas, porque as grandes já estão todas”, disse, durante a reunião de câmara de hoje, o autarca, adiantando que o município teve uma área ardida de dois mil hectares.
Segundo Ribau Esteves, a situação mais grave ocorreu com o centro logístico da Moviflor, na zona industrial de Mamodeiro, que ardeu completamente.
“Só aqui são quase três milhões de euros de prejuízo direto”, disse, realçando que estão em risco 40 postos de trabalho.
O autarca deu ainda conta de um conjunto de “danos menores”, designadamente “dezenas de arrumos, quintais, currais e pequenas unidades de carpintaria”.
O presidente da Câmara de Aveiro teceu duras críticas ao Governo e à anterior ministra da Administração Interna pela forma como lidaram com os incêndios.
“Só um Governo incompetente é que é avisado com dez dias de antecedência de um fim de semana de alto risco e cruza os braços e não aciona os mecanismos que estão na lei para aumentar a presença no terreno dos meios”, disse.
Na mesma ocasião, a vereadora do PS, Joana Valente, chamou a atenção para a necessidade de fazer uma “gestão florestal pós-incêndio” para evitar a lixiviação e empobrecimento dos solos e a contaminação das águas, assim que começarem as primeiras chuvas.
A socialista defendeu ainda a necessidade urgente de avançar com a atualização do Plano Municipal de Floresta contra Incêndios.
“É de 2008. Já está caducado. Não permite que o município receba fundos para a promoção de ações de prevenção e permite a justificação perante a Lei da omissão de ações de prevenção por parte de outras entidades”, disse a vereadora.
Na resposta, o presidente da câmara disse que este documento “está em revisão”.