A resposta do Primeiro – Ministro ao financiamento do novo hospital na discussão na generalidade do OE, “foi verdadeiramente surpreendente”. Esta é a posição da deputada madeirense Sara Madruga da Costa, às palavras de António Costa.

“Na discussão do OE e quando confrontado com o financiamento do novo Hospital da Madeira, o Primeiro Ministro referiu que foi constituído um grupo de trabalho para avaliar do interesse da construção do Hospital e «isso não é verdade, nem o podemos aceitar, já que o grupo de trabalho foi constituído com a finalidade de acompanhar a construção do novo hospital e não o de avaliar o interesse do mesmo, interesse e necessidade essa que já vem de 2004 e foi assegurada pelo Primeiro Ministro em 2015, também na Assembleia da República»”, refere em nota enviada à imprensa.

“Esta resposta também é reveladora da palavra do Primeiro – Ministro, que já prometeu e disse um pouco de tudo, já prometeu e assegurou o financiamento, depois passou apenas a garantir cinquenta por cento, no OE de 2018 não há nem um cêntimo e agora António Costa parece querer voltar à estaca zero e discutir a necessidade daquela que é uma obra prioritária para a Região”, afirma.

Aliás, a deputada garante que “não podemos aceitar que se volte à estaca zero e que se desrespeitem os madeirenses e porto-santenses, nem tão pouco que a geringonça continue a governar de forma partidária, tentando estrangular uma região, apenas com o intuito de tomar o poder a partir de Lisboa”.

Por fim, o mesmo comunicado refere que, perante a gravidade destas afirmações de António Costa, a deputada madeirense estranha o silêncio dos deputados eleitos pela Madeira pelo PS e pelo BE, “esperava-se um maior empenho e uma comunhão de esforços quando está em causa uma obra fundamental para os madeirenses e porto-santenses”.