“No pólo nosso dos pórticos do golfo pérsico” prevalece a memória dos escombros, na outra margem sobressai um espantalho azulado dentro dum-tempo crescente na terra entram e saem as almas de cada dia, meus chifres, meus filhos, meus tachos, meus cachos, “saco seja mala”, dá-lhe com o fadário, sobre um mapa mãos porfiam o caminho dogmático, são quatro asnos, uma bicicleta, imensas bicicletas, quatro estados, quatro gonzos, quatro magotes, quatro figos, quatro luas, no parapeito um porco esventrado, é a lágrima do crocodilo que em seus dentes uma mosca amola antenas, trinca a trindade, trincha e acalenta a tintura da ditadura dos polichinelos na teia ditatorial, sensorial, respira, agarra na ripa e senta-te, limpa a sebenta sobre esferas ferrugentas, podes engolir espadas e seduzir os costumes dar nomes e denominações ignotas, libélulas são helicópteros, não questiones pois tudo vai parar à paz-podre do esquecimento, bendito o para-raios que hasteia o manuscrito se te invocam no meio de quem tem, quim, tim, pafim, safim, cachim, pulon, flores naturais para um mar de plástico, aí vem, aí vai, como se chama aquele furacão, roedores e belos macacos saltitam lentamente no longe, mãos muitas mãos, dedo no gatilho, chega-te para dentro do infundado coração, dou-te esse indicativo em vivas à redenção das estalagens envoltas em salas, saltam, falam, cala-te e entra na linha, há linhas, cabos, correntes que saem dos olhos da noite, há pedaços de corpos nascidos exemplarmente, usa as pernaltas e os cascos e os olhos por cima dos sois estilhaçados, quatro argonautas, elevam-se e usam levedura colada na dentadura, tira e põe os mastros nas mensagens, não percas vamos para o centro desde o cabeço, tira e atira os miolos, por cima vão pássaros migratórios voando em círculos concêntricos, a razão agarra no lápis, agarram-se ao vazio, saltam e desfadigam em becos sem saída, uma chuvada de raios dentro dos factos tudo em pedaços, caftos, pistos, miastas, fuisirré, crisnéts, sterrit, clac, clac, clac, tiostácri, fazzedris, gKIFhgonb UTB, Acabou.
Cipriano Gouveia