Miguel Albuquerque ainda vai a meio do seu primeiro mandato mas já deixou compromissos para pós 2019: “Se eu concorrer as eleições, se ganhar as eleições, fica aqui o meu compromisso com povo do Curral das Freiras: vamos fazer a ligação por via de um túnel ao Jardim da Serra. É este o meu compromisso”, afiançou o presidente do Governo Regional à margem da XXXIV Festa da Castanha que decorreu esta tarde na freguesia serrana do concelho de Câmara de Lobos. O projecto do acesso ficará concluído antes da conclusão do mandato.

O chefe do governo insular começou por referir que Pedro Coelho, edil câmara-lobense “gosta de colocar o presidente do Governo entre a ‘espada e a parede’”, aludindo ao facto de o autarca de “pedir coisas” ou ser reivindicativo e defender os interesses da população, dando como exemplo o pedido da execução de uma nova via.

Nesse leque de pedidos do social-democrata está também a nova ligação ao Jardim da Serra, empreitada que está garantida executar até 2019 tal como está o “lançamento da construção do novo hospital”, a conclusão da via expresso à Ponta do Pargo e o túnel até à Ponta Delgada.

Prosseguindo: “Quando cheguei ao governo a Madeira estava falida. É bom que se lembrem. Estava sujeita a um Plano de Ajustamento Economico e Financeiro onde não tínhamos decisão relativamente a nada relativamente ao nosso futuro. Nem uma caneta podia mandar comprar”, manifestou em cima do palanque tendo diante de si uma moldura humana que instantes antes assistira ao cortejo alegórico, acrescentando: “Quem mandava na Madeira era o governo nacional e o Banco de Portugal”.

Mais, “quando cheguei ao governo não havia investimento e o desemprego estava em 15,8%. O que fizemos foi tirar a Madeira do PAEF e recuperarmos a nossa economia”, vincou.

Neste momento, sublinhou, a economia “cresce há 50 meses em todos os sectores”, destacando que “a taxa de desemprego é a mais baixa dos últimos seis anos”, o que significa que a Madeira “está em recuperação”, ou seja, significa que “é possível libertar dinheiro para fazer obra”, concluiu ouvindo, contrário de outras cerimónias muitos e mais demorados aplausos.