O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje a violência e os abusos do conflito armado na República Centro-Africana, reiterando apelos aos rebeldes para que deponham as armas.
No país, há catorze organizações armadas diferentes, que o português instou a que “se unam ao processo de paz admitido pelo Governo”.
Guterres pediu colaboração com a missão da ONU no país para constituir o exército e a polícia.
“Não podemos abandonar os centro-africanos. Todos devemos mobilizar-nos para ajudá-los a construir o futuro que merecem, que devem ter garantido”, declarou.
O secretário-geral da ONU defende um reforço de 900 elementos para o contingente de “capacetes azuis” de cerca de 12.000 militares ao serviço das Nações Unidas no país.
No fim de uma visita de três dias, o secretário geral da ONU afirmou que serão castigados os casos de abuso sexual e exploração cometidos por alguns capacetes azuis.
O país vive em conflito desde que, em 2013, os rebeldes Séléka derrubaram o presidente François Bozizé, abrindo um período de violência sectária entre muçulmanos e cristãos que já fez milhares de mortos.
