O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) informou hoje que a adesão à greve da função pública no sector oscilou entre os 9% e os 11% abrangendo 384 dos 3.856 funcionários.
O SESARAM revela que, no turno da manhã, 255 dos 2.378 funcionários previstos aderiram à greve (11%) e que, no turno da tarde, 129 dos 1.478 funcionários previstos participaram na greve (9%).
Ainda de acordo com uma nota publicada no site do SESARAM, “os números mencionados correspondem à greve de todos os funcionários previstos para o exercício de funções no dia de hoje, incluem todas as categorias profissionais pertencentes aos Hospitais, Unidades e Centros de Saúde geridos pelo SESARAM”.
A greve nacional da função pública, convocada pela Frente Comum, começou às 00:00 de hoje, com os hospitais a serem os primeiros serviços afetados pela paralisação.
A greve dos professores foi convocada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em defesa dos direitos, das carreiras, da estabilidade e dos salários.
Em causa na greve nacional está a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, como o aumento dos salários na função pública, o descongelamento “imediato” das progressões na carreira e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores.
Esta é a terceira greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública com o actual Governo e a primeira convocada pela Frente Comum de Sindicatos, segundo a listagem cedida pela estrutura sindical.
A primeira greve com o executivo de António Costa ocorreu em 29 de janeiro de 2016 e foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Administração Pública, assim como a de 26 de Maio deste ano, que teve como objectivo reivindicar aumentos salariais, o descongelamento das carreiras, o pagamento de horas extraordinárias e a redução do horário de trabalho para 35 horas em todos os serviços do Estado.