A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) divulgou hoje a lista das 45 vítimas mortais dos incêndios que deflagram a 15 de outubro, estando ainda desaparecidas duas pessoas nos distritos da Guarda e de Castelo Branco.
Em comunicado, a ANPC adianta que as autoridades desenvolvem ainda diligências para localizar duas pessoas dadas como desaparecidas em Folgosinho, distrito da Guarda, e na Sertã, distrito de Castelo Branco.
Segundo a Proteção Civil, as vítimas mortais registaram-se maioritariamente nos distritos de Coimbra, Viseu e Guarda, estando em investigação a “causa de morte e relação com os incêndios” que afetaram a região Centro nos dias 15 e 16 de outubro.
No distrito de Coimbra morreram 24 pessoas, 12 em Oliveira do Hospital, quatro em Arganil, quatro em Penacova, três em Tábua e uma em Pampilhosa da Serra.
O distrito de Viseu registou 16 mortos nos concelhos de Vouzela (seis), Santa Comba Dão (cinco), Tondela (dois), Carregal do Sal (um), Nelas (um) e Oliveira de Frades (um).
Segundo a ANPC, quatro pessoas morreram no distrito da Guarda, três das quais em Seia e uma na Autoestrada 25 (A25), em Pinhel.
Uma outra pessoa morreu também na A25, em Sever do Vouga, no distrito de Aveiro.
Em comunicado, a ANPC adianta que as vítimas mortais, que em alguns casos morreram em unidades hospitalares, deram entrada no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e foram identificadas por perícia médico-legal e ou judiciária.
Os 45 mortos foram confirmados pela ANPC, INMLCF, em articulação com a Polícia Judiciária, GNR e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Além das 45 vítimas mortais, as centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.
Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.
