O FC Porto estreou-se hoje na Taça da Liga de futebol com um empate 0-0 com o Leixões, da II Liga, em partida da segunda jornada do grupo D da prova, disputado no estádio do Dragão, no Porto.
Os portistas, que se apresentaram de início sem algumas das principais referências da equipa, dominaram, mas, com indisfarçável desinspiração na finalização e alguma falta de rotinas, não conseguiram dobrar um adversário coeso e esforçado, que mereceu o empate.
Com este resultado, os leixonenses conservam a liderança do grupo, somando agora quatro pontos, enquanto o FC Porto conta um, tal como Rio Ave e Paços de Ferreira, embora este último tinha mais um jogo.
Apesar de manter a titularidade do guarda-redes José Sá, o técnico dos ‘azuis e brancos’, Sérgio Conceição, mexeu no ‘onze’ inicial, merecendo destaque a aposta em Maxi Pereira no lado direto da defesa e a estreia do jovem avançado brasileiro Galeno a titular.
Já do lado do Leixões, o treinador João Henriques apresentou uma equipa muito semelhante à utilizada na jornada passada da II Liga, no duelo frente à Académica, embora promovendo a titularidade de Bruno Lamas e de Ricardo Alves.
As várias mexidas na equipa portista cedo revelaram alguma falta de entrosamento entre os jogadores, o que, perante um Leixões mais rotinado, culminou num arranque de jogo equilibrado, em que os visitantes até mostraram atrevimento, ao protagonizarem o primeiro momento de perigo, num remate de Luís Silva, aos oito minutos.
Os ‘dragões’, apesar de terem mais posse de bola, sentiam dificuldades em armar o seu jogo ofensivo, mas responderam ainda antes do quarto de hora, num remate do estreante Galeno, por cima, após jogada de Óliver Torres.
Os homens mais avançados do FC Porto, para fugirem à coesa defensiva da turma de Matosinhos, tentaram desbloquear o jogo com lances individuais, nomeadamente com a rapidez de Hernani, que teve duas boas oportunidades para marcar, mas falhou o alvo, por pouco.
Ainda antes do intervalo, o Leixões reiterou a vontade em discutir os três pontos, num livre de Breitner, contraposto, no lance seguinte, por um cabeceamento do portista Felipe, que saiu ligeiramente por cima.
No regresso para o segundo tempo, o FC Porto aumentou a pressão sobre o adversário, tolhendo a estratégia de contra ataque dos matosinhenses, como, também, ganhando mais presença junto à baliza de André Ferreira.
Ainda assim, o maior volume dos comandados de Sérgio Conceição não tinha equivalência na altura do remate.
O técnico do FC Porto tentou inverter isso com a entrada dos mais rotinados Corona, Marega e Brahimi, numa mudança que ainda chegou a produzir sinais aos 73 minutos, numa arrancada de Brahimi, culminada com um desvio de Corona, um pouco ao lado da baliza do Leixões.
Pouco depois, um livre de Layun, um desvio de Reyes e um cabeceamento de Marega ainda sublinharam as tentativas portistas em desfazer o nulo, mas persistia a falta de pontaria para desfeitear um Leixões, que, paulatinamente, foi abdicando do ataque para fazer prolongar o nulo que persistiu até final.