Dez importantes organizações egípcias de defesa dos direitos humanos pediram hoje ao Tribunal de apelo à libertação de Alaa Abdel Fattah, uma das principais figuras da revolução de 2011 contra a ditadura de Hosni Mubarak.
Esta jurisdição deve pronunciar-se na quinta-feira sobre o destino do célebre militante dos direitos humanos.
As organizações não-governamentais (ONG) “pedem ao Tribunal de apelo que mantenha a justiça e o Estado de direito e rectifique as flagrantes violações do direito”, que na sua perspectiva implicaram a condenação de Alaa Abdel Fattah.
O ativista foi detido em várias ocasiões, incluindo em Fevereiro de 2014, acusado de participação numa manifestação ilegal, em Novembro de 2013, contra os processos militares aplicados aos civis e que decorreu frente ao edifício do Conselho da Shoura (a antiga câmara alta do parlamento).
Foi então condenado a 15 anos de prisão em primeira instância. Um tribunal de apelo reduziu a sua pena a cinco anos de prisão efetiva, tendo cumprido até ao momento três anos e meio.
As ONG pediram ao Tribunal para anular a sua pena, ao denunciarem “um processo com inúmeras violações do direito e desprovido de garantidas de instrução”.
Nas últimas semanas foi desencadeada uma campanha de apoio a Alaa Abdel Fattah nas redes sociais através do ‘hashtag’ “#Free_Alaa”.
Desde 2013, na sequência do golpe militar e a subida ao poder do Presidente Abdel Fattah al-Sisi, que destituiu o presidente islamita democraticamente eleito, Mohamed Morsi, foram detidos e condenados no Egito numerosos revolucionários de 2011 e defensores dos direitos humanos.
