A RDP comemora 50 anos e assinalou a data com uma exposição no salão nobre do Teatro Baltazar Dias. Entre os primórdios da rádio na Região e a inovação dos tempos modernos, Miguel Albuquerque afirmou que esta é “uma comemoração importante”, de um veículo “essencial no pluralismo da informação” e, sobretudo, “num estado democrático”.
Martim Santos, director do centro regional da RTP, disse que “é consensual que ao longo destes 50 anos o papel relevante que a rádio teve na história recente da Madeira e Porto Santo”, importância que “é um motivo de orgulho e uma responsabilidade na nossa lógica de serviço público”. Fruto do dinamismo que se vive no sector existe então uma evolução que “traz uma série de desafios que serão ultrapassados com a notável adaptação à realidade”, disse Martim Santos.
Esta “foi uma forma simbólica de percorrer os 50 anos da história da rádio”, assentando a sua ideia futura na aposta digital, até porque antigamente “o som da rádio ia para o ar e perdia-se”, sendo que “hoje há e internet que dá outro tipo de facilidade” na sua perduração.
Paulo Cafôfo, recém-eleito presidente da Câmara Municipal do Funchal, frisou a “evolução da tecnologia”, bastando para isso “ver os equipamentos e aquilo que era trabalhar na rádio há 50 anos”. De acordo com o autarca, “a rádio está presente em qualquer momento” da nossa vida, seja “em casa, no carro ou no trabalho”, realçando a “grande proximidade” com este meio de comunicação “apesar de não termos o contacto visual”.
Ainda de acordo com Paulo Cafôfo, “a informação que é prestada tem de ter outro tipo de filtragem e outros critérios, mas também outra escolha musical”. “Quando ligo uma rádio pública estou à espera de um gosto musical que não é aquele que é badalado e repetido. Essa diferenciação é que faz a qualidade e o serviço público”, finalizou o presidente da CMF.

