O presidente da Assembleia Geral do Nacional, Miguel de Sousa, deixa um aviso aos sócios: “O momento não é para desesperos mas sim, para perceber que o que está em jogo é a equipa fazer um conjunto de bons resultados para retirar o Nacional da situação aflitiva que está a atravessar”. E neste particular, lembra o jogo deste sábado na Choupana, frente ao Arouca, um jogo de “extrema” importância para decidir o futuro do Nacional na I liga, que se encontra em penúltimo lugar da tabela classificativa, com 12 pontos.
Miguel de Sousa reage assim às criticas feitas ontem durante a reunião do Fórum do Nacional, um movimento do qual faz parte e que acha bem que exista, assim como outros grupos para discutir a vida do clube. No entanto observa: “Dizer mal da actual situação do Nacional é fácil. É verdade que o Nacional está numa situação de dificuldade, não há dúvida que é um problema para a actual Direcção e para os sócios, mas a questão deve ser debatida de uma forma serena”.
Uma das conclusões do Fórum Nacional apontada pelo porta-voz do encontro, Domingos Abreu, foi que a Direcção está “fechada, bloqueada e estagnada”. E que “ há um problema estrutural, uma decadência em termos de capacidade de organização e de competência que tem vindo a delapidar o sucesso desportivo(...)”.
Confrontado com estas criticas pela TSF-Madeira, Miguel de Sousa sai em defesa do presidente do clube.
Lembra que Rui Alves deu provas de “competência” a liderar um futebol de topo. Levou o Nacional duas vezes ao 4º lugar, às taças europeias e a outras boas classificações em torneios nacionais. Nesse sentido refere que “o problema “não é uma questão da direcção, é uma questão que nem sempre em futebol as coisas são como nós queremos”.
“O problema dos maus resultados não está na direcção do clube mas nas expectativas que foram criadas em determinados jogadores que depois não se confirmaram. A direcção é a mesma de sempre dos grandes sucessos do Nacional e o ex-treinador Manuel Machado era aquele que deu mais glórias nos últimos 20 anos mas não funcionou desta vez”, reconhece.
Nesse sentido, Miguel de Sousa diz que não está em causa a liderança de Rui Alves no clube. “ Não me parece que alguém vá fazer um golpe de estado no Nacional para contestar a Direcção do clube. Para já o engenheiro, Rui Alves, é suficientemente inteligente para perceber os contornos do que vai acontecendo e é preciso lembrar que os sócios sempre quiseram o eleger sucessivamente até mesmo depois do interregno que ele fez. Por isso as eleições são daqui a dois anos e até lá, acredito que Rui Alves terá a competência e a serenidade para conduzir o clube do Nacional com o sucesso de outros anos”, declarou à TSF.
Para o presidente da Assembleia Geral do clube alvi-negro nem tudo está perdido. Aliás, está convicto que o Nacional vai regressar aos bons resultados com a chegada dos novos reforços. “ Acredito que os jogadores contratados, podem ajudar a equipa a ter mais capacidade e competência para ganhar aos adversários próximos e fazer frente aos grandes”, conclui.

