O presidente da Confederação de Turismo de Portugal manifestou-se hoje preocupado com o facto de o aeroporto de Lisboa estar a atingir a capacidade máxima e pelas esperas dos passageiros vindos de fora do espaço Schengen.
“Neste momento, a maior preocupação que temos para a cidade de Lisboa é a questão do aeroporto, que se divide em duas grandes questões: a primeira e mais importante é estarmos a atingir o nível de capacidade máximo”, afirmou Francisco Calheiros.
Para o dirigente da CTP, que se reuniu com a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, “não é aceitável” que o turismo em Lisboa esteja limitado à capacidade do aeroporto, depois de toda a “resiliência” demonstrada pelos empresários do setor durante a crise.
A outra questão tem a ver com a espera que os passageiros vindos de fora do espaço Schengen estão a ser sujeitos para passarem no controlo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
“Não é essa a imagem que nós queremos dar a um turista que faz seis, sete, oito, nove ou dez horas de voo e que a primeira impressão que tem é estar duas horas para entrar em Lisboa”, afirmou.
Além de defender o reforço de meios humanos do SEF, o dirigente da CTP sublinhou que “o novo acionista da TAP disse que se houver necessidade de cobrir algumas despesas nesse sentido, isso é feito”.
Assunção Cristas, que disse ter estado no encontro na dupla condição de candidata à Câmara de Lisboa e de presidente do CDS-PP, preocupou-se em questionar “onde é que estão os estudos que o Governo tem de fazer para acionar a cláusula do contrato de concessão que obriga o concessionário ANA a fazer o novo aeroporto e também o estudo que determina a localização do novo aeroporto”.
“O investimento é privado, mas o estudo que determina esse investimento e essa localização competem ao Governo. Infelizmente, o Governo ainda não trouxe a lume nenhum estudo”, declarou.
Assunção Cristas explicou que a reunião com a CTP estava já agendada no âmbito de encontros que, enquanto candidata à Câmara, está a ter com “parceiros institucionais da cidade de Lisboa”, mas que acabou por “entroncar na questão da concertação social”, relacionada com o eventual chumbo da descida da Taxa Social Única (TSU) paga pelos empregadores.
A reunião entre Assunção Cristas e dirigentes da CTP desenrolou-se, assim, em duas partes, uma sobre a concertação social e outra sobre Lisboa.
O Governo e os parceiros chegaram a acordo, a 22 de dezembro, relativamente à descida da TSU dos empregadores em 1,25 pontos percentuais, mas PCP, BE e PSD já anunciaram que vão votar contra a medida para evitar a sua entrada em vigor, em fevereiro.
A redução da TSU foi aprovada em sede de Concertação Social entre o Governo e os parceiros sociais - à exceção da CGTP -, como contrapartida para as empresas do aumento do Salário Mínimo Nacional, de 530 para 557 euros, que já está em vigor desde 01 de janeiro.
Na próxima quarta-feira serão debatidas e votadas na Assembleia da República apreciações parlamentares de PCP e BE que pedem a eliminação da descida da TSU para os empregadores em 1,25 pontos percentuais (aprovada em concertação social, com exceção da central sindical CGTP, a par do aumento do Salário Mínimo Nacional de 530 para 557 euros), que deverão ser aprovadas com o voto favorável do PSD.
