O Museu de Imprensa – Madeira apresenta a partir de hoje e até 20 de Maio próximo a exposição «O “jornal cor-de-rosa” - Exposição evocativa dos 50 anos do Comércio do Funchal». A abertura da exposição , esta tarde, foi presidida pelo Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.

A exposição que o Museu de Imprensa – Madeira (MIM) agora apresenta é composta por cerca de uma centena de exemplares originais daquele semanário que foi um dos principais jornais de oposição à ditadura do Estado Novo. A exposição insere-se na comemoração do 50.º aniversário do surgimento da primeira edição «cor-de-rosa» do Comércio do Funchal, a 1 de janeiro de 1967.

O MIM é detentor da coleção completa deste periódico, resultante de duas ofertas, uma por parte de um colecionador particular, José Alberto Teixeira Ornelas, que inclui todos os jornais publicados de 1972 a 1976, e outra por parte do proprietário do Comércio do Funchal, João Carlos da Veiga Pestana, que incluiu todos os exemplares publicados entre 1967 e 1976, e ainda uma um conjunto de encadernações do primitivo Comércio do Funchal publicado desde 1934 por Alberto da Veiga Pestana, pai de João Carlos da Veiga Pestana.

A sessão de abertura da exposição foi presidida pelo Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Tranquada Gomes, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Pedro Coelho, e de um dos mais destacados editores daquele matutino, Vicente Jorge Silva.

O «Comércio do Funchal» foi inicialmente publicado em 1934 pela família Veiga Pestana, confinando a sua influência à Madeira. A partir de janeiro de 1967 o matutino conheceu uma nova fase a gestão editorial do semanário passou para um grupo de jovens, entre eles Vicente Jorge Silva, Vitor Rosado, Luís Manuel Angélica e José Manuel Barroso, que fizeram deste jornal uma referência do jornalismo regional e nacional.