Alertar para a existência de diversos problemas que põem em causa o normal funcionamento a Lota do Funchal. Este foi o principal objectivo da iniciativa levada a cabo, esta sexta-feira, na Lota do Funchal, protaonizada pelo dirigente comunista, Alexandre Fernandes:
“O PCP tem vindo a denunciar uma série de situações relativamente à Lota do Funchal que condicionam fortemente aquele que deveria ser o seu normal funcionamento. Já não basta a estrutura estar completamente degradada e indigna para prestar o serviço que se exige de qualidade e segurança, vem a administração da lota impor determinadas regras aos armadores e pescadores, sobretudo da pesca ao peixe-espada, que só demonstram o total desconhecimento de como funciona esta actividade”, diz Alexandre Fernandes.
“Assim damos como exemplo: se uma embarcação, em plena faina em alto mar, necessitar de gelo, terão de entrar em contacto com a lota para agendar num período não inferior a 48 horas, a sua aquisição. Da mesma forma que, se uma embarcação, por algum motivo pretender regressar para descarregar à lota o pescado capturado, terá de fazer um agendamento para esta operação, também com um período não inferior a 48 horas. Tem alguma razão de ser? Nenhuma!”, adianta.
E diz que estes são apenas dois exemplos do “completo desnorte” dos responsáveis pela administração da lota.
Estas regras, garante, “além de ineficazes, não fazem qualquer sentido numa actividade que depende de inúmeros factores”.
Os agentes desta actividade devem ser facilitadores, mas o que parece com a aplicação deste tipo de medidas, é que querem dificultar ainda mais o trabalho já difícil destes homens. Iremos exigir explicações ao Sr. Secretário Regional da Agricultura e Pescas, pedindo a sua presença no Parlamento Regional”, conclui.

