O Mundial de ralis de 2017, que volta a ter passagem por Portugal, promete ser um dos mais equilibrados dos últimos anos, muito por força do abandono da Volkswagen, que proporcionou quatro títulos consecutivos ao francês Sébastien Ogier.
Após quatro anos sem rivais à altura, aliando o talento à superioridade técnica do Volkswagen Polo R, Ogier deverá enfrentar -- agora ao volante de um Ford Fiesta - muito mais oposição no próximo campeonato, que arranca na quinta-feira, em Monte Carlo.
A passagem de Ogier pela Ford poderá ser de curta duração, pois o piloto francês apenas tem contrato até ao fim desta temporada e poderá patrocinar em 2018 o regresso não-oficial da Volkswagen, num projeto apoiado pelo Qatar e liderado por Nasser Al-Attiyah.
O abandono da marca alemã representa uma oportunidade de ouro para o belga Thierry Neuville, que foi vice-campeão mundial em 2013 e 2016, sempre atrás de Ogier, primeiro em representação da Ford e no ano passado da Hyundai, pela qual vai disputar o campeonato de 2017, ao volante do i20 Coupé.
A saída de cena da Volkswagen alterou o equilíbrio de forças e poderá contribuir para a ascensão de algumas habituais ‘segundas linhas’, casos do estónio Ott Tänak, colega de equipa de Ogier, e o neozelandês Hayden Paddon e o espanhol Dani Sordo, quarto e quinto classificados no ano passado.
O campeonato de 2017 voltará às estradas da terra da região do Porto, no ano em que o Rali de Portugal assinala a 50.ª edição, entre 18 e 21 de maio, mantendo, no essencial, a estrutura de 2016, mas trocando o palco da especial urbana, que deixará a cidade portuense para se realizar em Braga.
O regulamento técnico sofreu várias alterações, introduzidas com o objetivo de melhorar o desempenho dos carros, mas uma mudança mais significativa passa pela redução para apenas um dia da obrigatoriedade de o líder do campeonato abrir o percurso em provas em piso de terra.
No ano passado, Ogier, que liderou o campeonato desde o rali inaugural, muito protestou pelo facto de ter de abrir a estrada nos dois primeiros dias de competição, o que é altamente penalizador em provas de terra, estando prevista a realização de oito naquele tipo de piso em 2017.
O Mundial de 2017, a 45.ª edição da competição realizada sob a égide da Federação Internacional do Automóvel (FIA), arranca quinta-feira, em Monte Carlo, e prolonga-se por 11 meses, até 19 de novembro, dia em que termina o Rali da Austrália, 13.ª e última prova do campeonato.
