“Puro delírio”. É a expressão que o presidente da Câmara de Machico, Ricardo Franco, escolheu para definir, esta tarde, a acusação feita pelo representante local do MPT, Fernando Góis, de que a Protecção Civil municipal, os bombeiros e a polícia não realizaram “as buscas minimamente suficientes” para encontrar o homem desaparecido há 10 dias no Porto da Cruz.
Ora o presidente da autarquia garantiu, através de comunicado, que as referidas entidades “envidaram todos os esforços para tentar localizar o mesmo cidadão, fartando-se de calcorrear as serras, os matos e os ribeiros daquela freguesia” e acusa o representante do MPT de “total ignorância” por não perceber que “compete à autoridade policial toda a coordenação de investigação e de buscas”. “Embora o Serviço [de Protecção Civil] tivesse feito patrulhamento de proximidade, a sua intervenção regista-se primordialmente no momento do resgate das vítimas, e foi exactamente o que aconteceu no presente caso”.
Ricardo Franco descreveu que o homem desaparecido “estava numa zona do ribeiro de difícil acesso, embrenhado no silvado e só foi possível detectar porque a determinada altura houve uma senhora que ouviu uns barulhos na zona que dá acesso ao local”. Lembrou ainda que a vítima tem “problemas de saúde, nomeadamente esgotamento e demência”.
O presidente da Câmara de Machico lamenta que haja quem se aproveite “da desgraça alheia para retirar dividendos políticos que são miseráveis”, sobretudo vindo de “quem em nada tem contribuído para o bem-estar da população”. A finalizar, desfere um ataque no MPT: “Não se reconhece ao referido partido qualquer autoridade moral para pôr em causa o trabalho desenvolvido pelo Serviço Municipal de Protecção Civil de Machico e repudia-se a atitude hipócrita e demagógica deste agrupamento, cuja sobrevivência política depende da fraqueza dos outros e de pessoas que passam dificuldades”.

